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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Do Piauí, Valciãn Calixto lança o EP Macumbeiro 2.0

Já está disponível em todos os streamings o EP Macumbeiro 2.0, o mais novo lançamento do piauiense Valciãn Calixto, que vem na sequência dos discos FODA! (2016) e Nada Tem Sido Fácil Tampouco Impossível (2020).


“Macumbeiro 2.0 é um disco cem por cento terreiro, das letras à capa, aos samples e referências inspiradas por nomes da velha guarda como J. B. de Carvalho,  Os Tincoãs, Tião Casemiro, Orquestra Afro-Brasileira aos youtubers macumbeiros como Bhetania Lemme (in memoriam) e ainda contemporâneo a artistas como Afroito e Majur”, diz o músico, responsável pelos arranjos e todos os instrumentos gravados.

 
 
De cunho didático/pedagógico, Valciãn toca em pontos muitas vezes tabu, preconceituosos e racistas ao passo que analisa, reverência e cultua a espiritualidade afroindígena fortemente presente nos terreiros, em especial, os do Norte e Nordeste do Brasil, onde a Pajelança, o Terecô, o Tambor de Mina e da Mata se cruzam com vertentes da Umbanda, Candomblé, Jurema e um cristianismo popular.


O artista também discute a incorporação de ferramentas tecnológicas do nosso tempo como uso de celulares, lives, paredão de som, rádio ao dia a dia das macumbas, benefícios e cuidados que esses artifícios podem agregar. A capa do EP é uma representação disso, no qual um cenário de transmissão ao vivo com ringlight, notebook, pisca-pisca, um pai de santo incorporado e um congá são apresentados em perfeita harmonia.


O EP traz sete faixas, duas delas mais discursivas, sendo a abertura do disco com falas de Estamira e Bàbá King e o canto de pai Zé William, da Tenda Santa Bárbara, localizada no quilombo Morada Nova, Estado do Maranhão, como pano de fundo para o texto final de Calixto. Cada faixa também ganhou um lyric vídeo, onde é possível ver a representação de momentos ritualísticos como a defumação, o banho de ervas e a incorporação de ancestrais encantados.


O trabalho reflete ainda novos aprendizados vividos por Valciãn. O artista aprendeu a tocar cavaquinho para gravar a faixa Exu Não É Diabo (Èsú Is Not Satan) e teve de aprender a mixar e masterizar o próprio trabalho. Lançado neste 16 de agosto, uma segunda-feira, dia em que o Exu Tranca Ruas é homenageado e mês dedicado ao Orixá Obaluaê, o músico tem no EP uma forma de viver a macumba além das paredes físicas do terreiro nessa pandemia.

 
Ficha Técnica:
Produção e Foto de Capa: Eryka Alcântara
Arte Final Capa: Valciãn Calixto
Gravado, mixado e masterizado por Valciãn Calixto entre junho de 2020 e julho de 2021 no Calistúdio, home studio do artista em Teresina-PI
Vozes, arranjos e instrumentos: Valciãn Calixto
Backing Vocals: Eryka Alcântara
Sample em Fala Majeté: Estamira (2006), documentário de Marcos Prado; entrevista com  Doutor em Sociologia e Babalorixá King Oduduwa para o programa Estrelando
Sample em Exu Não é Diabo: Menina Eu Vou Dizer - Samba de Coco Irmãs Lopes; Fora Bolsonaro - Dona Palmira da Paraíba
Sample em Desmistificando Pombagira: Bhetania Lemme (in memoriam); versão YouTube contém sample de J. B. de Carvalho

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Soraya Castello Branco lança “Porto Salgado” em homenagem a Parnaíba

A cantora Soraya Castello Branco lançou no dia 30 de julho de 2021 uma nova música, chamada “Porto Salgado”, composta pelo parnaibano Israel Correia e produção musical de Davi Scooby, já disponível em todas as plataformas digitais. A cantora, que é natural de Parnaíba, faz um retorno às suas origens e mostra com muito orgulho essa canção, que é um marco para a sua história e para a história de Parnaíba. 

“Essa música traz uma força de toda a minha ancestralidade, por ser da ilha de Parnaíba. Quando ela foi gravada eu só tinha doze anos e foi gravado um LP com várias músicas de vários cantores, e foi um disco que me marcou muito, principalmente essa música “Porto Salgado”. Então para mim foi uma coisa linda ver todas aquelas pessoas que eu já conhecia na minha infância ali gravando e cantando. Foi exatamente ali que despertou a essência musical, de querer ser cantora, foi a partir desse LP que foi muito marcante para mim. E carrega toda uma energia de querer mostrar a minha cidade, de mostrar as belezas do Delta e de colocar a nossa riqueza lá no alto”, diz Soraya Castello Branco.


“Porto Salgado” fala não só sobre o porto e as atividades laborais existentes no local, mas também sobre a crise econômica, o ressurgimento de Parnaíba depois dessa crise e, principalmente, em um retorno das afetividades que nasceram e surgiram naquele espaço.

Segundo o autor, Israel Correia, ele criou a música inspirado na saudade que tinha das lavadeiras do tempo de criança, que lavavam as roupas no porto do cais, além de outros personagens que viviam em torno da beira do rio e que tinham uma vida sofrida. Por isso, ele cita “porto de vida salgada”, além disso é uma lembrança de quando via a ponte em construção dominando o cenário e que posteriormente abriu novas possibilidades na região, criou rotas para o turismo, modificando a vida e transformando a paisagem.

Junto com a música, foi lançado um lindo clipe, que tem a assinatura de Chico Rasta no roteiro, direção e imagens. Conta que a ideia era enaltecer as riquezas da região, por isso as pesquisas direcionaram o foco para o Guará, ave símbolo do Delta, e isso ajudou a também definir paleta de cores, figurino e outros detalhes visuais.

“Além do Guará, a história da região, paisagens naturais, o curso do Rio Igaraçu e a arquitetura antiga influenciaram bastante na inspiração para peça audiovisual”, acrescenta Chico Rasta.

Assista:

“Porto Salgado”, que já tem uma longa história, inclusive tendo ganhado em 1982 o Festival Universitário Livre (FUNIL), ganha nova vida e sonoridades na voz e interpretação de Soraya Castello Branco, basta clicar aqui para ouvir na sua plataforma preferida. Israel Correia arremata ”eu chorei de emoção e fiquei arrepiado do começo ao fim da execução da música, eu nunca imaginei que uma música minha fosse passar dos cem anos, pois Porto Salgado completa quarenta anos em 2022 e na voz de Soraya vai se perpetuar por mais sessenta”.

Ficha Técnica Música

Letra: Israel Correia
Música: Alberto Lúcio "Pituka" de Carvalho
Voz: Soraya Castello Branco
Produção, Arranjos, Piano, Baixo e Programação de Cordas: Davi Scooby
Violão: Gregório Neto
Guitarra: George Paiva
Bateria: Bruno Moreno
Gravação: Macuco Estúdio, Altec Estúdio e Vig Estúdio
Mixagem e Masterização: Maurício Cajueiro

Ficha Técnica do Clipe

Direção e Roteiro: Chico Rasta
Imagens: Chico Rasta, Vinícius França e César Vieira
Montagem e Colorização: Vinícius França
Participação Especial: Gregório Neto
Apoio: Projeto Rota Combo, Ecoadventure Tour e Catamaré Food Boat
Patrocínio: Prêmio Maria da Inglaterra, Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, SIEC, Secretaria de Cultura do Piauí, Governo do Estado do Piauí, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal do Brasil

Single "Corre", novo lançamento de Narcoliricista

Mais uma vez, o artista Narcoliricista mostra sua versatilidade lançando o single "Corre" como drill, gênero que tem chamado atenção no cenário nacional.



O single é uma produção independente, com participação do guitarrista Lívio Nascimento e acompanhado de um visualizer. Mesmo acompanhando as tendências, o artista não deixa de cantar o que vive e com rimas fortes ele retrata o cenário de violência e a falta de políticas públicas na periferia da cidade. Além disso, o som também faz referência a correria e trabalho do dia a dia, e aos sonhos que pretende realizar como músico.

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O single tem produção da Rua 2 Produtora e produção executiva da Alas. Entretenimento, com captação de imagens da Atocada Produtora.

terça-feira, 27 de julho de 2021

Vai Passar: a nova canção de Monise Borges para acalentar nossos corações

Dia 26 de julho de 2021, a cantora e compositora Monise Borges lançou mais uma canção para agraciar todos com essa mensagem que é um grande alento nesse momento. O nome da música por si só resume tudo que desejamos para uma guerra sanitária que dura mais de um ano: Vai Passar. 



Monise Borges já tem mais de 20 anos de carreira, tendo iniciado na música aos 10 anos, como integrante da banda de pop rock Agnes, em Picos-PI. Posteriormente, migrou para a carreira solo, dedicando-se à música popular brasileira e latino-americana. Tem uma discografia focada em suas próprias composições, que cantam o amor, suas dores, suas raízes e sua terra. Já lançou os álbuns “Penso em ti” (2008) e “Amor em Prelúdio” (2013), os EPs “Algo teu” (2018) e “Não vão nos calar” (2021), o single “Memoriar” (2020) e agora o single “Vai Passar” (2021). 



Monise revela de cara que a canção traz a simplicidade tanto na sua harmonia quanto na melodia, não há floreios. A ideia, para a compositora, é provocar um sentimento de paz e esperança nas pessoas e, consequentemente, despertar esse sentimento também em si.

“Vai passar nasce como um mantra, pois havíamos chegado num momento da pandemia que há alguns meses atrás imaginávamos que ali estaríamos chegando no final dela, no entanto voltamos a ver muitos novos casos surgindo e pessoas perdendo a vida para um vírus para o qual já existia vacina”, frisa.

O processo de composição de Monise Borges começou com a ideia de construir um coro de crianças para passar a mensagem de esperança, mas diante desse cenário pandêmico não seria possível concretizar isso, dessa forma a artista teve que reorganizar toda a ideia. Com isso, toda a produção aconteceu de forma remota.

“Convidei o Mário Araújo, grande amigo e profissional que faz parte da minha equipe para fazer o arranjo comigo, a minha ideia era ter uma instrumentação minimalista, seria piano e violoncelo, mas no fim acabamos inserindo o violão. Pós arranjo da música finalizado, eu convidei o Lucas Coimbra pra me ajudar com o arranjo pra coro, a ideia era fazer algo simples, mas o resultado final do arranjo vocal para coro a quatro vozes ficou excepcional.”

Depois da pré-produção e arranjos o grupo partiu para a gravação. O Mário Araújo gravou o violão, o Myel Araújo gravou o piano, o Gilberto Queiroz gravou o violoncelo e o coro teve a participação especial do Lucas Coimbra, Bráulio Luís e Kamila Canabrava, além da própria Monise que fez a voz principal e participou do coro.

A capa da música foi desenhada pelo artista visual e designer Herick Felipe que diz ter se inspirado no espaço/tempo, evidenciando a ligação entre o futuro e o passado, além da ancestralidade indígena tão presente na identidade artística da Monise. Para Herick Felipe, esse foi um trabalho desafiador, pois foi necessário transmitir muitas ideias e conceitos abstratos com muita simplicidade e sutileza, assim como a música.

A música já está disponível em todas as plataformas digitais, basta acessar http://bit.ly/monisevaipassar e escolher sua plataforma preferida. Monise pontua: “Espero que ela toque a todos que puderem escutá-la, assim como toca a mim”.

FICHA TÉCNICA
Vai passar  

letra e música MONISE BORGES
arranjo MÁRIO ARAÚJO E MONISE BORGES 
voz MONISE BORGES 
violão MARIO ARAÚJO 
violoncelo GILBERTO QUEIROZ
teclado MYEL ARAÚJO 
arranjo coro LUCAS COIMBRA 
coro LUCAS COIMBRA, BRÁULIO MIRANDA, KAMILA CANABRAVA E MONISE BORGES
captação, mixagem e masterização M.A. STUDIO
produção executiva NOÉ FILHO
arte da capa e designer HERICK FELIPE
assistente de produção ALISSON CARVALHO

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Valciãn Calixto lança o single “Desmistificando Pombagira”

O single “Desmistificando Pombagira”, do piauiense Valciãn Calixto, chega às principais plataformas nesta segunda-feira (25). A música é mais uma mostra do EP “Macumbeiro 2.0”, que tem previsão de lançamento para 16 de agosto. 



Como já aponta o título, o cantor desmistifica alguns dos principais preconceitos relacionados ao arquétipo Pombagira, entidade ancestral feminina que baixa nos terreiros de matriz afro-brasileira e muitas vezes é apontada como prostituta, como se isso fosse um problema, o que não definitivamente não é. Assim, a música já começa pelo refrão: “Pombagira/Não é rapariga/Mas tem Pombagira que foi rapariga/E por que te intriga/Cuida da tua vida!”, canta Valciãn.
 
    

A faixa, que tem como base o brega funk, ritmo criado no Nordeste e que tomou conta do Brasil, também mostra todo o potencial dos trabalhos realizados pela Pombagira dentro dos terreiros somado ao empoderamento feminino, ao amor próprio e à luta contra o machismo: “Se é pra fazer Caridade/peça o seu Axé/Ela não suporta covarde/Que humilha e bate em mulher”.

Quase no final do single, Valciãn desmente a crença de que os homens “viram gays”, caso incorporem uma Pombagira. 

“Você não vira, não se transforma naquilo que você já é, se você é naturalmente gay, fica mais lindo e pronto, agora se você tem orientação hétero, não vai perder isso porque incorporou alguma pombagira, muitas vezes o que acontece é que os homens possuem uma masculinidade frágil, uma insegurança consigo mesmo e na esteira do machismo acreditam e propagam essas mentiras, mas já está na hora de superarmos essa questão e aproveitar os ensinamentos que Pombagira tem para nós ao invés de se afastar dela”, diz o piauiense.

Ficha Técnica:

Letra e Música: Valciãn Calixto
Voz/Instrumentos/Arranjos: Valciãn Calixto
Backing Vocals: Eryka Alcântara/Valciãn Calixto
Sample1 Ponto de Pombagira: Bethânia Lemme (in memoriam)
Sample2: J. B. de Carvalho
Foto/Maquiagem/Produção: Eryka Alcântara
Edição de Imagem: Ronnyel Seed